cadernos de pele e papel transformados em bytes

19.5.07

Saber



- Eu sei-me.
Dizia ela em tom de desafio, sabendo saber-se.

- Eu sei-te.

Dizia ele crendo, querendo sabê-la.

- Os outros não sabem nada.
Dizia ele. Ela também o sabia.
Essa verdade pertencia-lhes.

- Tu não me sabes!
Parecia-lhe uma afronta aquela pretensão que ele tinha de dizer sabê-la.
Ainda assim, desejava que ele a soubesse… Um pouco, o suficiente.

Talvez um dia venham a saber se alguma vez se souberam.



Entretanto...
Ela continua a brincar com o colar e sorri a pensar na palavra Saber.

4 comentários:

angel_of _dust disse...

Estou contigo à tanto tempo, e acho que nunca te conheci, disse ele.

Porque me queres conhecer? Não te chega estar comigo?, disse ela.

Porque sinto que é chegada a hora de partir... e se não te conhecer, como poderei levar-te comigo?, disse ele.

Então não partas, peço-te - fica na ignorância junto de mim, disse ela.

LJ disse...

li isto tantas vezes quanto as que abri este blog. e mesmo assim, sinto que nao compreendo o sentido. nao sei o sentido:) explain?

Isabella disse...

Eu não explico sentidos, porque isso não faria sentido =).

Sim, voltei!

LJ disse...

voltou voltou mas ainda não escreveu nada! e para quando o recomeço?

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