cadernos de pele e papel transformados em bytes

19.5.07

Saber



- Eu sei-me.
Dizia ela em tom de desafio, sabendo saber-se.

- Eu sei-te.

Dizia ele crendo, querendo sabê-la.

- Os outros não sabem nada.
Dizia ele. Ela também o sabia.
Essa verdade pertencia-lhes.

- Tu não me sabes!
Parecia-lhe uma afronta aquela pretensão que ele tinha de dizer sabê-la.
Ainda assim, desejava que ele a soubesse… Um pouco, o suficiente.

Talvez um dia venham a saber se alguma vez se souberam.



Entretanto...
Ela continua a brincar com o colar e sorri a pensar na palavra Saber.

13.5.07

O silêncio de quem adormeceu num banco de jardim pintado de vermelho.
O silêncio de quem sonhou com um outro futuro.

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